Desempenho das vendas para o exterior dependerá da crise – Valor Economico

O Rio Grande do Norte deve exportar 220 mil toneladas de frutas até março de 2012. O volume é praticamente o mesmo do ano passado, mas, para que se concretize, o desenrolar da nova crise financeira mundial será determinante, diz o presidente do Comitê executivo de Fitossanidade (Coex), Francisco de Paula Segundo. “O volume exportado vai depender dos efeitos dessa nova crise. Pode ser que nossas exportações caiam novamente”, observa. Nesta safra, o primeiro desembarque da produção potiguar está previsto para o porto de Algeciras, na Espanha. Os containers já começaram a chegar no Porto de Natal, por onde saiu 35% de todas as frutas exportadas na última temporada. Além de melão e melancia, o RN exporta mamão e banana. Entre os principais consumidores, estão Inglaterra, Holanda, Espanha, Alemanha, Bélgica, Escandinávia e Portugal.Aldair DantasAs frutas já estão sendo acondicionadas para embarcar para a EuropaAs frutas já estão sendo acondicionadas para embarcar para a Europa
Ainda sem números consolidados, o diretor presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), Emerson Fernandes, acredita que a temporada será marcada pelo retorno de antigos exportadores – fruticultores que decidiram exportar por estados vizinhos, mas depois redirecionaram a operação, ou ao menos parte dela, para Natal. Representantes da Codern e fruticultores deverão se reunir nos próximos dias para contabilizar o volume de frutas que será exportado até março de 2012. Na safra passada, o Porto de Natal exportou 77 mil toneladas de frutas. Cerca de 140 mil toneladas foram exportadas pelo Porto de Pécem, em Pernambuco.
Apesar da queda nas exportações, o melão ainda é a fruta mais exportada pelo estado. O setor ainda se recupera da crise de 2008, que empobreceu os principais consumidores de frutas. A nova crise, que fez os Estados Unidos elevarem o teto de sua dívida e derrubou bolsas de valores ao redor do mundo, ainda não afeta as exportações, afirma Francisco Vieira, diretor da Cooperativa de Fruticultores da Bacia Potiguar (Coopyfrutas) e um dos diretores da Brasil Melon. No entanto, o fantasma da recessão acende a luz amarela para a próxima safra. “A crise ainda não prejudica os negócios. No entanto, ela pode se agravar nos meses seguintes”.
Também temerosa com os prováveis efeitos da nova crise, a Brasil Melon exportará 400 containers de melão (cada container transporta, em média, 22 toneladas). Deste total, 40% sairá pelo Porto de Natal e 60% pelo porto de Pecém, em Pernambuco, repetindo um movimento seguido por boa parte dos exportadores.

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