Setor metal-mecânico busca fortalecimento junto ao Polo Naval Gaúcho – Jornal Agora

O governador Tarso Genro, recebeu na manhã da última sexta-feira, 15, no Palácio Piratini, o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico e Eletrônico (Sinmetal), Gilberto Porcello Petry, e o diretor da Abimaq, Mathias Elter. O objetivo da reunião foi buscar a intermediação do Estado junto à Petrobras, para fortalecer o papel da empresa como indutora junto ao Polo Naval do Rio Grande.Conforme o presidente do Sinmetal é necessário que o governo trate diretamente com a Petrobras, para desenvolver um trabalho que beneficie as empresas do Sul, já que todo o sistema produtivo necessário está montado. “O Governo do Estado deve procurar apoio do Governo Federal para que a Petrobras olhe com mais carinho, visando a desenvolver o setor no Estado”, observou. Durante a reunião, o diretor da Abimaq lembrou da importância de consolidar a produção de plataformas no Sul, mas que para isso é necessário um componente político forte.
Os empresários ressaltaram ao governador que o Rio Grande do Sul tem capacidade de fornecer todos os componentes possíveis para a consolidação deste polo, e que certamente esta será uma alavanca para o setor metal mecânico no Estado. “O setor está preparado para atender as demandas da Petrobras, porque tem uma tecnologia muito boa”, diz Petry. O Estado é o segundo parque industrial do País, ficando atrás apenas de São Paulo.
Uma das demandas pontuais apresentadas pelos empresários é uma maior linha de crédito para pequenas empresas sem muita burocracia, e que a mão-de-obra seja qualificada, visto que este é um processo de médio e longo prazo para o Estado. Também participaram da reunião o secretário de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik, e o assessor de Relações Internacionais do Governo do Estado, Tarson Nuñes.
O Complexo Metal-Mecânico-Eletro-Eletrônico-Automação no RS emprega diretamente mais de 225 mil pessoas – cerca de um em cada três dos trabalhadores da indústria gaúcha – e gera 42,4% da renda (massa salarial) gaúcha. E precisa aproximadamente de 45 mil novos funcionários qualificados, por ano, para sustentar as taxas de crescimento que o mercado está propiciando.

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