Libra quer dobrar tamanho do negócio – Valor Econômico

A Libra Logística fechou contrato para gerenciar toda a cadeia de transporte (terrestre e marítimo) e de gestão de informação da temporada 2011 da categoria automobilística brasileira Porsche GT3 CUP Challenge. No total, serão transportadas 70 toneladas de cargas, incluindo os carros e as peças. A competição tem etapas na Europa e na América do Sul. O valor do negócio não foi revelado.

Segundo o diretor do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil, Dener Pires, a estratégia de trabalhar com um único grupo para cuidar do fluxo completo da carga foi maximizar a confiabilidade e a eficiência do processo. Os equipamentos serão embarcados nos terminais do grupo Libra, no porto de Santos. A estimativa é que a Porsche consiga poupar entre 10% a 15% ao operar com empresas do mesmo conglomerado, ao invés de fracionar a contratação de partes do trajeto ou a gestão documental.

O negócio compreende toda o caminho “porta a porto” e “porto a autódromos”. O mesmo vale para a volta ao Brasil. No total, são nove provas este ano, uma delas no autódromo de Estoril, em Portugal, e outra em Buenos Aires. “Era necessário escolher uma empresa que conseguisse fazer esse circuito num intervalo de tempo que é bem curto”, disse Pires. “É um circo grande, a nossa equipe, diferentemente de outros campeonatos, já transporta todos os carros, todo o pessoal e todo o equipamento juntos para a corrida. Isso acaba gerando uma complexidade, pois o volume é muito grande e muito detalhado”.

No início de março, 25 carros saíram da loja da Porsche, em São Paulo, com destino à Libra Logística Valongo, na retroárea do porto de Santos. Lá, os automóveis foram armazenados em contêineres de 40 pés. Outros dois contêineres levaram as peças e ferramentas. O carregamento desembarcou em Portugal e chegou ao autódromo de Estoril no dia 19 de março. Outros 19 porsches chegaram da Alemanha para participar de três corridas no fim de março.

Em seguida, a Libra embarcou todo os 44 carros para Buenos Aires, onde ocorreu uma prova no dia 14 de maio. Da capital do país vizinho, o carregamento cruzou a fronteira brasileira por rodovia e seguiu para o Veloparque de Nova Santa Rita (RS), onde teve a primeira prova em solo brasileiro. No início de junho os automóveis foram despachados para o autódromo de Interlagos, em São Paulo, para a prova de 18 de junho.

O presidente da Libra Logística, Eduardo Leonel, avalia que o contrato com a Porsche GT3 reforça o conceito de que o gerenciamento “porta a porta” dá mais velocidade e visibilidade ao processo. Mais recente braço do Grupo Libra, a Libra Logística representou cerca de 15% faturamento do grupo no ano passado. E a tendência é crescer acima da média das outras empresas da holding – a Libra Terminais e a Libra Participações.

Em termos de receita global, a perspectiva é que o segmento encerre o ano com R$ 150 milhões, o dobro do desempenho de 2010. O salto diz respeito apenas ao crescimento orgânico, sem considerar fusões e aquisições.

“Também temos planos de fazer aquisições de outras áreas para montar uma plataforma com foco em comércio exterior nos principais portões de entrada de mercadoria do Brasil, sejam eles aéreos ou marítimos”, diz Leonel, sem indicar novos negócios.

A meta é multiplicar quase 10 vezes o faturamento da Libra Logística em cinco anos, transformando-a em uma empresa de R$ 1 bilhão, diz o executivo. “A marcha de crescimento da unidade de logística é mais acelerada que a de operação portuária, mas cada passo da operação portuária acaba tendo uma escala de movimento muito maior”, afirma o executivo.

Os volumes gerenciados pelo braço de logística do grupo Libra também dobrarão este ano, chegando a 8 milhões de metros cúbicos. O universo de cargas operadas é muito diferente. Vai desde produtos eletrônicos, que têm alto valor agregado mas baixo volume, a pás eólicas.

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