Estado e União aceleram hidrovia e Rodoanel – DCI

São Paulo – O governador Geraldo Alckmin e a presidente da República, Dilma Rousseff, assinaram ontem em Araçatuba o Protocolo de Intenções para investimentos em obras na Hidrovia Tietê-Paraná, administrada pelo Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo (DH). O documento representa a liberação de mais de R$ 1,5 bilhão para a implantação de programa para realização de melhorias na hidrovia.

Do montante total, R$ 900 milhões são provenientes do PAC-2, e R$ 600 milhões, do governo estadual. Os recursos serão usado para projeto de modernização e ampliação dos 800 km da Tietê-Paraná no trecho paulista, de um total de mais de 2.400 km em toda a hidrovia, que transportou, em 2010, 5.776 milhões de toneladas de cargas como milho, soja, óleo, madeira, carvão e adubo.

Rodoanel

Em seguida, à tarde, na capital paulista, governador Geraldo Alckmin e a presidente Dilma Rousseff firmaram outro importante acordo: o Termo de Compromisso que permitirá a liberação de R$ 1,72 bilhão de recursos federais para as obras do Trecho Norte do Rodoanel Mario Covas. O evento foi no Palácio dos Bandeirantes.

O Termo de Compromisso foi firmado entre o Ministério dos Transportes, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a Secretaria Estadual de Logística e Transportes e a Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa). O custo estimado do empreendimento é de R$ 6,51 bilhões; deste total, R$ 2,79 bilhões vêm de recursos próprios do Estado de São Paulo, R$ 2 bilhões de financiamento do Governo Estadual junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e R$ 1,72 bilhão da União.

Hidrovia

No caso da Hidrovia Tietê-Paraná, “o investimento será destinado para eliminar os gargalos, as pontes estreitas, para abrir o canal, garantir três metros de profundidade em toda a hidrovia, os atracadouros de espera nas eclusas e melhora das eclusas e, pela primeira vez, a rodovia vai andar. Ela vai crescer 55 quilômetros, chegando a Piracicaba, a Artemis, onde encontra com a ferrovia e, numa segunda etapa, Salto, com mais 200 quilômetros”, declarou Alckmin.

O investimento, previsto para o período de 2011 a 2014, destina-se a obras com objetivo de eliminar gargalos, como ampliação de vãos de ponte, melhoria nas eclusas e retificação e dragagem de canais. Estas ações permitirão a atração de cerca de 11,5 milhões de toneladas de cargas para a hidrovia, o que representa o dobro da movimentação de hoje.

Navegação

O plano contempla a extensão da navegação nos rios Tietê e Piracicaba e a implantação de terminais na hidrovia. Além disso, estão previstas construção da barragem de Santa Maria da Serra, que permitirá ampliar a navegação em 55 km até o distrito de Artemis, em Piracicaba, e extensão de 200 km entre Anhembi e Salto. Neste trecho está prevista ainda a construção de barragem no município de Anhembi, que possibilitará a passagem das embarcações, principalmente no período de estiagem, até Conchas.

Quatro pontes terão seus vãos ampliados, o que permitirá o tráfego de composições de até quatro barcaças. São elas: SP-333 (Cafelândia, Novo Horizonte); SP-425 (Penápolis e José Bonifácio); Ferrovia Ayrosa Galvão (Pederneiras) e SP-595 (Ilha Solteira, Pereira Barreto). Esta ação diminuirá a viagem em até duas horas por ponte, e reduzirá em cerca de 20% os custos de transportes.

O montante contempla ainda a modernização dos terminais hidroviários de Araçatuba, que permitirá a intermodalidade com a SP-463, e de Rubineia, com a SP-320 e a Estrada de Ferro – EF 364. Serão realizadas ainda obras para a substituição das pontes existentes na SP-191 sobre o Rio Tietê e Piracicaba por pontes estaiadas e serviços de dragagem e retificação dos canais de Conchas, Anhembi, Botucatu, Igaraçu do Tietê, Ibitinga e Promissão, além de melhorias na infraestrutura das eclusas de Bariri, Ibitinga, Promissão, Nova Avanhandava e Três Irmãos.

Meio ambiente

A implantação do programa e a utilização dos rios para o transporte beneficiará o meio ambiente. “A expectativa do governo do Estado com este investimento na hidrovia é promover equilíbrio para a matriz de transportes paulista, que é predominantemente rodoviária. Além de colaborar para desafogar o trânsito nas estradas, diminuirá a quantidade de acidentes e roubos de carga e promoverá economia na manutenção”, explica Casemiro Tércio, diretor do DH. As intervenções reduzirão ainda a emissão expressiva de dióxido de carbono CO2 (gás que colabora com o efeito estufa), ajudando a mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

A Hidrovia Tietê-Paraná conecta cinco dos maiores estados produtores de grãos: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná. Os investimentos beneficiarão a economia brasileira e a agroindústria.

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