Armadores acusam falta de marítimos – Press Guide

Ao deixar a presidência do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), após 12 anos à frente da instituição, Hugo Figueiredo não fez um discurso apenas formal, em que agradece aos pares e à comunidade o apoio recebido. Abordou de forma dura a questão dos marítimos. Disse Hugo, ao falar sobre desafios a serem vencidos:”O mais premente e angustiante é a disponibilidade de oficiais para guarnecer nossos navios. Mesmo que meu amigo Severino tente negar, o quadro é alarmante. �? assustador. A sensação que temos é a de que estamos caindo de um edifício de dez andares e já vimos passar o nono andar, o oitavo andar e já estamos vendo o quarto andar. Se nã aparecer rapidamente um paraqueda, em breve estaremos arrebentados no chão. O quadro é sério, muito sério”. Em prosseguimento, disse que, se a classe sobreviver a essa desafio, o seguinte será negociar com o governo a redução dos custos, que citou como sendo “um pouco mais do dobro da média internacional: “Não precisamos ser os mais competitivos do mundo, mas não podemos continuar com esses níveis atuais de custo, se desejarmos ter uma marinha mercante forte e sustentável, em vez de um enorme pesadelo no futuro”.
Esse tema está em discussão no Governo, através do chamado Pró-REB, que é uma atualização das regras de apoio ao setor contidas no Registro Especial Brasileiro (REB).
O novo presidente da casa, Bruno Lima Rocha, corroborou as palavras de Hugo. Declarou que a tarefa mais urgente à sua frente é solucionar “a enorme carência de oficiais mercantes que estamos enfrentando”. Salientou que a classe quer a flexibilização das resoluções 72 e 80 do Conselho Nacional de Imigração.
Uma das resoluções obriga embarcações estrangeiras que permanecem certo tempo no Brasil a usarem percentual de oficiais brasileiros e outra trata da contratação de estrangeiros para equipar parcialmente embarcações brasileiras.

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