MRS investe para ampliar mercado de carga geral – Valor Econômico

O investimento contará com financiamento da linha Finame do BNDES – 80% do valor total, com amortização em dez anosPara ampliar sua participação no segmento de carga geral, a MRS Logística fechou neste mês encomenda de 218 vagões destinados a esse tipo de negócio. O contrato, de R$ 48,3 milhões, foi firmado com Maxion e Randon, duas grandes fabricantes de equipamentos ferroviários do país.
Eduardo Parente, presidente da MRS, disse que o objetivo da concessionária é duplicar o volume de carga geral transportado hoje. Segundo informou, esse tipo de carga responde por 20% a 25% do total que a empresa faz anualmente, prevista em 154 milhões de toneladas em 2011. O minério de ferro é o carro-chefe.
Os produtos que compõem a chamada carga geral são aço, celulose, cimento, ferro-gusa, sucata, contêineres, entre outros, além de grãos (soja e milho) e açúcar. Parente disse que desde o início da concessão, em 1996, a MRS quadruplicou o volume de carga geral. Embora a margem de ganho seja “muito apertada”, o executivo observou que a empresa fez acordos de longo prazo com seus principais clientes, com condições vantajosas, o que justificou fazer esse investimento.
A MRS é controlada por Cia. Siderúrgica nacional (CSN), Usiminas, Gerdau (três grandes fabricantes de aços planos e longos no país) e pela Vale (maior produtora brasileira de minério de ferro).
A encomenda elevará em 15% a frota de vagões hoje dedicada ao transporte de produtos siderúrgicos. Os novos vagões para essa carga, informou Parente, vão trazer maior ganho de escala e desempenho, pois terão capacidade de até 98 TUs (toneladas úteis) de carga. Os atuais são de 70 TUs. “Como rodam menos por mês, em relação aos de minério de ferro, os novos vagos terão maior produtividade”, disse. Neste ano, a previsão é carregar 6 milhões de toneladas de aço.
Com isso, informou o executivo, a MRS estará apta a atender o crescimento previsto de 12% na demanda de produtos siderúrgicos no próximo comparado à de 2011. Ao mesmo tempo, a empresa está investindo em uma rede de terminais de contêineres em São Paulo em parceria com a Contrail / EDLP para capturar 1,2 milhão de contêineres que se destinam ao porto de Santos por ano.
O investimento contará com financiamento da linha Finame do BNDES – 80% do valor total, com amortização em dez anos. O cronograma de entrega dos vagões prevê 68 unidades em dezembro e 150 em janeiro e fevereiro.

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