Drewry quer contratos mais flexíveis – Guia Marítimo

A recente avalanche de eventos imprevistos e o impacto que eles tiveram nas cadeias de suprimentos podem encorajar a utilização de contratos mais flexíveis, de acordo com a Drewry Supply Chain Advisors.

De acordo com a consultora, o terremoto que acometeu o Japão em março teve um grande impacto no setor automotivo, no de equipamentos para construção e nas indústrias eletrônicas. A General Motors, por exemplo, reduziu sua produção na Espanha, na Alemanha e nos Estados Unidos, e a Toyota fechou, temporariamente, plantas na França, na Turquia, na Polônia e no Reino Unido.

A agitação política pela qual passam o Oriente Médio e a África do Norte também impactou o setor de cadeia de suprimento. Incidentes como esses, influenciaram, por exemplo, os custos do combustível, o que, por sua vez, afetou a precificação das transportadoras.

A Drewry argumenta que para contar a demanda imprevista e, por conseqüência, a precificação, transportadoras e embarcadoras deveriam atrelar as taxas dos contratos aos índices baseados no mercado.

Os preços dos contratos, então, ficariam flexíveis com a precificação do mercado spot, o que evitaria a situação na qual as transportadoras negam contratos porque podem ganhar mais vendendo espaço no mercado de spot, que tem crescido; ou evitaria que os embarcadores cancelassem contratos porque podem ter preços melhores em um mercado de spot em declínio.

“Fazer com que tanto a transportadora quanto a embarcadora fixem a precificação pela duração do contrato é algo que vem se tornando, gradativamente, insustentável, especialmente em uma época de aumento de volatilidade. O terremoto do Japão pode marcar um momento definitivo para o segmento, já que a cadeia de suprimentos mundial acorda para uma nova ordem de aumento dessa volatilidade e da turbulência do mercado”, afirmou a Drewry.

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