Dólar segue favorecendo aduana – Diário de Cuiabá

A baixa cotação do dólar em relação ao real continua favorecendo as importações mato-grossenses via Porto Seco – a Estação Aduaneira do Interior (Eadi) – no Distrito Industrial de Cuiabá. Puxadas pelo ótimo desempenho do mês de junho – o melhor da década – as importações via Porto Seco encerraram o primeiro semestre de 2011 com crescimento de 94,47% em relação a igual período do ano passado.

Levantamento da aduana mostra que as importações acumulam US$ 80,94 milhões em 2011, contra US$ 40,99 milhões no primeiro semestre do ano passado. Em junho, as importações registraram crescimento de 130,21%, passando de US$ 5,19 milhões para US$ 11,96 milhões. Porém, o melhor desempenho do ano, em percentual, pertence a fevereiro, com 259,14% e importações totalizando o montante de US$ 15,78 milhões, contra US$ 4,39 milhões em igual mês do ano anterior. Em valor, o mês com o maior saldo de importações foi março, com US$ 17,26 milhões, incremento de 181,70% em relação a março de 2010, US$ 6,12 milhões.

Os produtos mais movimentados no primeiro semestre do ano foram pneus, máquinas agrícolas, máquinas industriais e peças de reposição. “O câmbio sempre foi fator determinante para o desempenho das importações, prova disso é que nos períodos de dólar mais baixo os compradores sempre aumentaram o volume de suas compras”, ressalta o gerente de Logística do Porto Seco, Elton Erthal.

Ele diz que o bom momento econômico vivido pelo Estado atualmente também tem favorecido os importadores, uma vez que a expansão da economia leva naturalmente à necessidade de investimentos em ampliações, reformas e abertura de novas indústrias para atender à demanda das empresas por equipamentos e máquinas encontrados somente no exterior.

Além do câmbio, outro fator que tem contribuído para o aumento das importações é a estabilidade econômica, a chegada de novas empresas ao Estado e o crescimento do agronegócio mato-grossense. “Quando o agronegócio vai bem, as empresas procuram se modernizar tecnologicamente e buscar também ampliar suas instalações. Isso demanda o consumo de equipamentos e máquinas, só encontrados no exterior”, observa Erthal. Segundo ele, muitas empresas que estão se instalando este ano devem consumir mais produtos, também na área de defensivos agrícolas.

Por conta do bom momento vivido pela economia do Estado, o gerente do Porto Seco prevê a manutenção das compras em ritmo acelerado no segundo semestre de 2011. “Imagino que a tendência é aumentarmos cada vez mais as importações porque atravessamos um bom momento com a economia do Estado e um cenário nacional também favorável aos investimentos”.

EXPORTAÇÕES – As exportações mato-grossenses a partir do Porto Seco continuam paralisadas, ainda aguardando soluções logísticas para o transporte de produtos. Mas, segundo o gerente de Logística, algumas indústrias já se preparam para retomar as exportações no segundo semestre de 2011, sobretudo defensivos agrícolas para atender os produtores na safra 11/12.

O executivo do Porto Seco aposta em um incremento acima de 20% no ano, “com perspectiva de chegar a 30% caso o real se mantenha valorizado” em relação ao dólar. Em 2010 as importações registraram incremento de 19% em relação a 2009, passando de US$ 197,07 milhões para US$ 234,69 milhões.

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