Protestos contra porto do Açu devem continuar, diz Eike Batista – G1

O empresário Eike Batista, o homem mais rico do Brasil e dono da EBX, afirmou que os protestos contra as desapropriações de terras e imóveis para a construção do Superporto do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense, devem continuar. Agricultores já fizeram duas manifestações este ano, em março e abril, a última fechando a estrada que dá acesso ao local das obras.

“Vão ser uma constante (os protestos). Faz parte do processo. Existem muitos interesses ali”, afirmou.

O empresário afirmou, no entanto, que os donos dos terrenos desapropriados para a obra estão sendo bem remunerados. “Vocês vão ver as pessoas chorando quando verem o padrão da casa que vão receber”, afirmou Batista. “As residências tem em média 70 metros quadrados, não é?”, confirmou com um diretor de suas empresas. Os proprietários de terras no município reclamam que estão recebendo cerca de R$ 90 mil por cada alqueire (48 mil metros quadrados), um valor bem abaixo do mercado, segundo eles.

Eike Batista participou de um seminário na Rio Investors Day, realizado no hotel Copacabana Palace, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Empresário prevê extração de 1,4 milhão de barris diários
O empresário disse que vai investir US$ 40 bilhões na exploração e produção de petróleo até 2020, ano em que prevê extrair 1,4 milhão de barris por dia. “Até 2015, já vamos conseguir extrair 730 mil barris diários”, ressaltou. Segundo Batista, a OGX, braço de suas empresas responsável pelo setor de óleo e gás, vai alcançar os US$ 40 bilhões em exportações até 2015, e US$ 60 bilhões até 2020.

Eike demonstrou muito apreço pela qualidade dos poços de petróleo que está explorando. “Os campos são de milhão de barris, em águas rasas, com óleo de qualidade superior”, destacou. “Filet mignon se come sozinho mesmo. Eu não posso vender um pedaço de uma máquina tão extraordinária”, afirmou ele, ao comentar que não pretende se desfazer desses ativos no Brasil.

Eike Batista critica problemas de logística no Brasil
Em outra parte de sua palestra, Eike exaltou a construção do Superporto do Açu, “o maior das Américas”, segundo ele, e criticou os problemas de logística no Brasil, principalmente pela falta de portos capazes de receber navios de grande porte. “Nosso portos tem baixo calado. Os navios ficam esperando para atracar, e contêineres ficam 60 dias esperando no porto”, afirmou.

“Grande parte do custo Brasil são problemas de logística”, criticou o empresário. “Um empresário tem uma indústria no interior de São Paulo e, para escoar a produção, chama um caminhão. Mas o Brasil tem uma costa enorme. Então, a saída é pelo mar”, ressaltou Batista, destacando a necessidade da integração dos portos com ferrovias.

Segundo Eike Batista, o Superporto do Açu vai contar com termelétrica e uma siderúrgica, que vai produzir enormes chapas de aço para serem utilizadas por um estaleiro, tudo dentro do complexo. “O Superporto do Açu foi concebido para ser grande. Vamos fazer uma resolução logística e social no Brasil”

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