Estado quer ter 600 exportadores em 2015 – Diário do Nordeste

Atualmente, o Ceará possui 271 empresas que atuam no comércio exterior, mas precisa ampliar a participaçãoCom 271 empresas exportadoras, mas ainda na 14ª posição no ranking das exportações brasileiras, o Ceará quer agora intensificar as ações estratégicas e disseminar mais fortemente a cultura exportadora, como forma de aumentar a participação dos setores produtivos e comerciais nas vendas externas.
Com a economia do País estável, um mercado interno pujante e o câmbio em baixa, muitas empresas estariam sendo desestimuladas a exportar, acomodando-se às vendas domésticas, enquanto assistem a invasão de produtos importados, sobretudo da China, em vários segmentos da economia do Estado.
Diante dessa realidade, a Comissão de Comércio Exterior do Ceará (CCE) traçou o Plano Estratégico 2011/2015, cuja meta é estimular os segmentos exportadores, bem como as micros e pequenas empresas a adotarem uma postura mais agressiva, um olhar para além do horizonte brasileiro e chegar ao fim de 2015 com 600 empresas exportadoras no Estado.
“A meta é ousada, mas temos que partir para esse desafio já”, alerta a gestora do Projeto de Internacionalização das MPEs (Micros e Pequenas Empresas) do Sebrae, no Ceará, economista Marta Campelo.
Estratégias
Conforme disse, as estratégias para incremento da participação das empresas cearenses no mercado externo passam pelo aumento no número de palestras, seminários e cursos para o empresariado, pela capacitação das empresas com potencial de exportação, criação de câmaras setoriais, promoção de missões, feiras e rodadas de negócios e até pela diversificação da pauta de produtos exportados pelo Estado e pela diversificação dos países de destino. “Precisamos estimular a cultura exportadora nas empresas cearenses, sejam micros, pequenas ou grandes”, defende Marta Campelo.
Segundo ela, ao se prepararem para o mercado externo, as empresas estarão automaticamente se capacitando e fortalecendo para o doméstico, ao passo em que abrem novos mercados e conquistam novos clientes, novos consumidores.
“Apesar do aquecimento do mercado interno, podemos destinar parte da produção, das vendas para o exterior”, argumenta a gestora do Sebrae, lembrando que esta é postura adotada por empresas de fora e que, rapidamente, vêm ganhando espaço no mercado brasileiro.
“Precisamos pensar no futuro, abrir novos caminhos”, adverte Campelo, destacando a importância do setor produtivo buscar se aprimorar mais quanto aos aspectos qualitativos da produção, embalagens, logística e modernização tecnológica do parque fabril.
A CCE é composta por representantes do Banco do Nordeste, Aprece, Banco do Brasil, Correios, Fiec, Faec e Governo do Estado, por meio da Adece, da STDS e do Nutec/ Peiex, Instituto Agropólos e o Sebrae-CE.

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