Empresas da Alemoa solicitam alterações nos limites do Porto de Santos – A Tribuna

A aguardada alteração dos limites do Porto de Santos será reavaliada pelo Governo Federal.Isto se dará em atendimento aum pedido de empresas arrendatárias de terminais na região da Alemoa, na Margem Direita do Porto. Agora, a Secretaria de Portos (SEP) analisa a retiradade uma faixa do bairro industrial que havia sido incluída na última proposta, aprovada no final do ano passado.
Os novos limites são estudados há pelo menos três anos pela SEP. Sua definição, seja quais forem as áreas incluídas, é considerada estratégica para o Porto. Isso porque, por exemplo, apontará os terrenos da Área Continental de Santos (na Margem Esquerda) que poderão ser explorados a fim de permitir a expansão da atividade portuária. A nova versão do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do complexo, seu plano diretor, contendo asestratégias para o futuro, ainda não saiu por conta do impasse.
A aprovação dos novos limites de um porto tem várias etapas. No caso de Santos, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), sua administradora
identificou a necessidade de expansão e definiu o novo traçado. Depois, a proposta foi analisada e aprovada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), reguladora do setor. Por último, chegou às mãos do ministro dos Portos, José Leônidas Cristino, que ao assumir a pasta, no início deste ano, herdou o encargo deixado por seu antecessor.
Cristino tem a incumbência de mandar o texto final para sanção da presidente da República, Dilma Rousseff. �? assessorado, para isto, pelo presidenteda Codesp, José Roberto Correia Serra. A mudança na proposta foi pedidapela Associação das Empresas do Distrito Industrial e Portuário da Alemoa (AMA) e pela Associação Brasileira de Terminais de Líquidos (ABTL).
A primeira não quis comentar o assunto. A segunda alegou que seu porta-voz está em viagem internacional e não definiu um substituto. Apesar disto, seus
pleitos foram revelados por fontes consultadas por A Tribuna.
Segundo um executivo de uma empresa da Alemoa, os terminais da região não terão qualquer benefício se estes terrenos forem incluídos na áreado porto organizado. Pelo contrário: a medida traz, segundo ele, consequências desfavoráveis. De acordo com esta fonte, existe o medo de que estas áreas, se anexadas ao Porto, sejam no futuro desapropriadas, caso a União mude de ideia quanto a seu uso.

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