Diretor da Antaq apoia retomada da hidrovia do São Francisco – Guia Marítimo

O diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, defendeu a retomada da hidrovia do Rio São Francisco, em discussão sobre o assunto em audiência pública da Câmara dos Deputados. No discurso, ele destacou a importância da retomada considerando-a fundamental para promover o desenvolvimento econômico da região, com geração de empregos e renda para a população local.

O diretor também lembrou que a hidrovia é o meio de transporte mais eficiente para atingir o desenvolvimento sustentável, já que concilia um custo menor de frete para o produtor aliado à preservação ambiental. De acordo com Fialho, esse é o modal que emite menos gás carbônico entre os os existente no país, representando apenas 2% do total de emissões, enquanto o modal rodoviário emite 90%. Além disso, ele também ressalta que “a navegabilidade dos rios requer a preservação das nascentes e das matas ciliares”.

Ao lembrar que a Europa está investindo bilhões de euros na integração de bacias, buscando retirar caminhões das estradas e reduzir a emissão de CO2, Fialho afirma que a hidrovia é um grande aliado do meio ambiente. Ele tambpem acrescenta que a troca de caminhões por barcaças no transporte de carga, nas regiões produtoras do país, pode reduzir as emissões de gases tóxicos em até 68%.

Além do diretor-geral da ANTAQ, participaram do debate o diretor de Infraestrutura Aquaviária do DNIT, Adão Magnus Marcondes Proença, o presidente interino da CODEVASF, Clementino Coelho, o engenheiro naval Joaquim Carlos Riva, e o representante do IBAMA, Eugênio Pio Costa.

O presidente interino da CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), Clementino Coelho, por sua vez, afirmou que, quando a hidrovia do São Francisco estiver organizada operacionalmente, os impactos que ela propiciará serão muito mais efetivos que o próprio projeto de transposição do rio, porque proporcionará a circulação de riquezas na região.

Segundo Coelho, a região Nordeste é a que apresenta maior produtividade do mundo para a soja, o milho e o algodão. “Só falta viabilizar o modal mais competitivo, que é a hidrovia”, destacou. “Hoje, prosseguiu, o milho argentino chega na região mais barato do que o que é produzido lá, porque vai de frete oceânico. Quando retomarmos a hidrovia isso vai mudar”, complementou o presidente.

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