Estado pretende inverstir R$ 6,6 mi em dragagem de hidrovias – Jornal do Commercio

O Governo do Estado vai investir mais de R$ 6 milhões na dragagem da principal hidrovia gaúcha, que liga Porto Alegre a Rio Grande. O investimento, segundo o superintendente de Portos e Hidrovias do RS, Vanderlan Vasconselos, foi confirmado na última sexta-feira (10), por meio de publicação no Diário Oficial. Com os recursos será possível gabaritar o canal da Feitoria, deixando o trecho em plenas condições de navegabilidade para que navios com grande porte, que chegam via Porto de Rio Grande, naveguem com mais segurança.

Vanderlan explicou que com o recurso de R$ 6.467.000,00, haverá uma recuperação especialmente do trecho mais crítico do canal, que fica em São Lourenço, na Lagoa dos Patos. “O canal foi praticamente todo assoreado após a enxurrada que aconteceu na cidade, no mês de março, colocando em risco a navegação. Se não fosse a capacidade dos práticos que atuam junto à lagoa, que faziam manobras arriscadas para colocar os navios nos pontos navegáveis, certamente estaríamos sem nvegação naquele ponto”, disse.

Mesmo assim, o superintendente foi notificado por duas vezes, pela Praticagem da Lagoa dos Patos, devido a falta de condições e segurança que o canal já apresentava. “Corremos sérios riscos de termos a nossa hidrovia interditada em razão dessa falta de intervenção. A ultima manutenção intensiva, aconteceu há dez anos, ainda no governo Olívio, quando foi feita uma dragagem que gabaritou os canais”, disse.

Para o diretor, a maior preocupação é com a manutenção da economia do Estado, se a interdição acontecesse. “É por esta hidrovia que chega um terço dos recursos do Caixa Unico do Estado, por meio do gás GLP, que abastece toda a região Metropolitana, matéria prima para o polo petroquímico e ainda os insumos utilizados na produção agrícola gaúcha, como fertilizantes e outros químicos”, disse.

“Há um grande esforço do Governo do Estado em mudar este quadro e investir fortemente na hidrovia. O transporte por navios, proporciona uma economia que se reflete na mesa do consumidor, além de uma redução drástica no número de caminhões nas estradas.”

Segundo estudos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), um navis, com capacidade para 12 mil toneladas, tira das estradas pelo menos 300 a 400 caminhões. “Diariamente temos 2,5 mil caminhões circulando entre Porto Alegre e Rio Grande. Se houvesse maior aproveitamento da hidrovia, via navegação para transporte de cargas, teríamos muito mais segurança nas estradas, uma diminuição drástica nos custos com manutenção asfáltica, bem como uma diminuição nos preços pagos por produtos”, avalia.

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