CENTRONAVE contesta aumento das Tarifas da CODESP

O CENTRONAVE – Centro Nacional de Navegação Transatlântica, entidade que representa empresas de navegação, lamenta e repudia o inoportuno reajuste de 16,7% nos valores das tarifas do Porto de Santos, autorizado pela ANTAQ a pedido da CODESP – Companhia  Docas do Estado de São Paulo.

Trata-se de mais um elevado e injustificável reajuste feito este ano sem qualquer transparência para os usuários e para a sociedade, como os ocorridos em Suape  (+15,28%!), Salvador e outros portos, autorizados pela ANTAQ.

O CENTRONAVE entende que tal índice de reajuste das Tarifas de Santos, o principal porto do Brasil, responsável pela movimentação de 40% do total dos contêineres do país, é injustificável especialmente pelo grave momento que a economia brasileira atravessa, e tendo a CODESP apresentado lucro expressivo no exercício de 2017.

Mais uma vez o Custo-Brasil é agravado, atingindo usuários e operadores de várias categorias e de diferentes ramos de atividade, sem transparência, algo fundamental em situações de serviços prestados em condições de monopólio.  Em outras palavras, com impacto negativo imposto a toda a cadeia exportadora nacional, que no momento trava uma dura luta para ser mais competitiva no comércio global.

O índice de 16,7% autorizado pela ANTAQ é linear, ou seja, a ser aplicado às Tabelas I, II e V da CODESP sem qualquer distinção, diferenciação ou justificativa econômico-financeira conhecida e aceitável, tendo implicações para o segmento de navegação sem contrapartidas operacionais.

O CENTRONAVE espera que o Ministério da Fazenda e o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC) revoguem esse reajuste, e se reserva o direito de tomar as medidas que julgar cabíveis para defender os interesses de seus associados, e, em última análise, por consequência, de seus clientes e parceiros operacionais.

Fundado em 1907, voltado para o desenvolvimento da navegação e do comércio exterior, o CENTRONAVE representa as principais empresas de navegação de contêineres em operação no país no longo curso, num total de 22 associadas, responsáveis por mais de 90% do volume total de nosso comércio exterior em contêineres.

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